sexta-feira, 30 de abril de 2010
Meet the parents...
Ouvindo o brilhante novaiorquino ( e brega, para muitos ) Billy Joel aqui no meu studio num sábado à noite, enquanto meus pais já entram provavelmente no segundo sono. O plano hoje era irmos a um show de Blues, mas o descanso foi necessário.
Seu Dilvo e Dona Dayse desembarcaram aqui no último sábado para ficar comigo até o próximo domingo.
O reencontro depois de 8 meses foi maravilhoso e a semana tem sido ótima com eles. Venho tentando levá-los ao maior número de lugares que eles dão conta, afinal o batidão de metrôs e caminhadas na Big Apple não é nada leve.
Mas o casal Lima Fonseca está curtindo ao máximo os prazeres da cidade: museus, parques, lojas, comidas, bebidas. O clima está ajudando bastante. A primavera trouxe sol, céu azul e novas cores para NY.
Amanhã iremos para Nanuet, casa dos DeSousa ! Quero muito que meus pais conheçam a família que me acolheu aqui quando cheguei !
No domingo ficaremos mais perto de casa, em Astoria, onde eles poderão se preparar para o vôo de volta ao Brasil, mais à noite. Isso, se minha mãe não me pedir para levá-la à Macy's, pela 5a vez. :)))
All the best
Dan
Considerações novaiorquinas aleatórias - Parte 1
Hurry-Up-City
New York é a cidade do coelho da Alice: " ai ai, meu Deus ! é tarde, é tarde, é tarde !!!".
Estou aprendendo um bocado com este ritmo, mas ainda gosto de ser o Chapeleiro Louco.
all the best,
Dan
sábado, 24 de abril de 2010
Detalhes inúteis e aleatórios do meu cotidiano em NY - PaRtE I
- na Laudromat onde lavo minhas roupas trabalham uma chinesa e uma mexicana que vivem brigando, cada uma em sua lingua. Acho que as únicas coisas que elas sabem falar em inglês são: soap e quarter ( moeda de 25 cents ).
- O Paul McCartney é sensacional, mas a camiseta que ele vende por 40$ no show é vagabunda. Com uma lavada ela encolheu. Pode ter sido culpa também da chinesa ou da mexicana. Anyway, sorte minha que tô mais magro e ainda posso usá-la.
All the best,
Dan
domingo, 18 de abril de 2010
Little big things...
8:36am de um domingo de Abril.
acabo de chegar em casa após uma sessão de gravação memorável, que durou de meia-noite e meia até agora mesmo.
Na verdade, esta foi a terceira sessão de um projeto sobre o qual ainda não havia mencionado aqui no blog. "Vai saber" a razão disso...e vai saber mesmo!
Batizado como "Paracutá", o trio é formado por mim, Caroline Felmeier e Ernesto Lucar.
Conheci a local Caroline na convenção da AES, através de várias coincidências e indicações que estão entrelaçadas por contatos de Belo Horizonte. Ela e o peruano Ernesto estudam Music Technology juntos na NYU e, saindo do show do Metallica no último outubro, tivemos a idéia de criarmos algo juntos.
Mas só depois de algum tempo é que a idéia começou a se materializar, com o trio multi-nacional trocando emails e mp3 com rascunhos de canções a serem trabalhadas.
Participei de um primeiro ensaio/brainstorm e depois "não pude" comparecer a outros que aconteceram.
Dizem que é feio falar isso, mas a verdade é que me deu uma enorme preguiça de entrar em ritmo de ensaios com uma banda de novo. Acho que meu amigo Thiago Braga entende o que digo.
Apesar da minha distância, a dupla continuou a me procurar e apostar num novo encontro.
Me disponibilizei para contribuir fazendo as mixagens do material que eles viessem a gravar e assim o fiz. O resultado parece ter sido satisfatório e isto elevou as expectativas dos dois.
Há um mês atrás Feldmeier arrumou um novo emprego num studio de ponta, localizado no Village. E sendo agora parte da equipe, ela tem o direito de agendar sessões de gravação, por conta da casa.
Os horários coincidem exatamente com aqueles que tenho disponíveis: de meia-noite às 6 ! Além do fato de eu ter uma tendência natural para a vida noturna, não se perde uma chance de estar dentro de um studio classe A em NYC.
Trata-se de um andar inteiro de um prédio na Universidade de NY, com duas unidades de gravação independentes e completas. Studio 505: console de mixagem SSL 3000k, Pro Tools HD, Studer 2"e uma lista de latarias analógicas. Studio 510: console Api Vision, Pro Tools HD, Studer 2"e mais uma série de lindas latas velhas. Cada sala com seu próprio kit de bateria e Grand Piano, com o bônus de um Hammond organ e um Fender Rhodes
Sem falar no arsenal de microfones, amplificadores e guitarras, tudo organizado metodicamente. A la sr.Dilvo, pra quem sabe do que eu estou falando.
A terceira sessão desta última noite foi disparada a melhor.
Sinto que uma energia genuína começa a brotar entre os 3, especialmente quando deixo a música me guiar e me percebo mais aberto e generoso com todo o processo.
Esta noite foi especialmente especial devido à presença de Iain, que aceitou meu convite para visitar o studio. Mr. Fraser não só chegou junto conosco, mas também passou a noite toda se envolvendo com idéias, motivação e nos ajudando a desvendar o cérebro eletro-eletrônico do studio que vai muito além de um computador com uma placa de som. Presença preciosa !
Tenho em mãos uma mixagem para fazer, contendo elementos captados nas melhores condições técnicas e artísticas que eu jamais estive envolvido. A música é um belo pop rock de Ernesto, cantado em spanish e com uma instrumentação simples e orgânica.
Não poderia haver momento melhor do que este para eu estar exposto ao ambiente profissional do áudio.
Afinal, amanhã será o primeiro dia do último módulo de meu curso, no qual terei Workshops de gravação semanais no studio do IAR, além de aulas de mix, master e pós produção.
Os trabalhos com Iain continuam em Rutherford, crescendo em qualidade, energia e amizade. Uma nova música está pra nascer.
De repente me vejo completamente ocupado...dia e noite, literalmente.
Semana intensa pela frente... novas matérias e professores... trabalhos a serem feitos... aniversário de 3 anos de casamento à distância... chegada de meus pais para uma visita.
Sei que vou precisar de disciplina e concentração para trabalhar todas estas atividades e também do coração aberto ( mais uma vez, pra ver se eu entendo isso de uma vez por todas ! ) para viver todas estas relações.
Até a próxima !
all the best,
Dan
Participei de um primeiro ensaio/brainstorm e depois "não pude" comparecer a outros que aconteceram.
Dizem que é feio falar isso, mas a verdade é que me deu uma enorme preguiça de entrar em ritmo de ensaios com uma banda de novo. Acho que meu amigo Thiago Braga entende o que digo.
Apesar da minha distância, a dupla continuou a me procurar e apostar num novo encontro.
Me disponibilizei para contribuir fazendo as mixagens do material que eles viessem a gravar e assim o fiz. O resultado parece ter sido satisfatório e isto elevou as expectativas dos dois.
Há um mês atrás Feldmeier arrumou um novo emprego num studio de ponta, localizado no Village. E sendo agora parte da equipe, ela tem o direito de agendar sessões de gravação, por conta da casa.
Os horários coincidem exatamente com aqueles que tenho disponíveis: de meia-noite às 6 ! Além do fato de eu ter uma tendência natural para a vida noturna, não se perde uma chance de estar dentro de um studio classe A em NYC.
Trata-se de um andar inteiro de um prédio na Universidade de NY, com duas unidades de gravação independentes e completas. Studio 505: console de mixagem SSL 3000k, Pro Tools HD, Studer 2"e uma lista de latarias analógicas. Studio 510: console Api Vision, Pro Tools HD, Studer 2"e mais uma série de lindas latas velhas. Cada sala com seu próprio kit de bateria e Grand Piano, com o bônus de um Hammond organ e um Fender Rhodes
Sem falar no arsenal de microfones, amplificadores e guitarras, tudo organizado metodicamente. A la sr.Dilvo, pra quem sabe do que eu estou falando.
A terceira sessão desta última noite foi disparada a melhor.
Sinto que uma energia genuína começa a brotar entre os 3, especialmente quando deixo a música me guiar e me percebo mais aberto e generoso com todo o processo.
Esta noite foi especialmente especial devido à presença de Iain, que aceitou meu convite para visitar o studio. Mr. Fraser não só chegou junto conosco, mas também passou a noite toda se envolvendo com idéias, motivação e nos ajudando a desvendar o cérebro eletro-eletrônico do studio que vai muito além de um computador com uma placa de som. Presença preciosa !
Não poderia haver momento melhor do que este para eu estar exposto ao ambiente profissional do áudio.
Afinal, amanhã será o primeiro dia do último módulo de meu curso, no qual terei Workshops de gravação semanais no studio do IAR, além de aulas de mix, master e pós produção.
Os trabalhos com Iain continuam em Rutherford, crescendo em qualidade, energia e amizade. Uma nova música está pra nascer.
De repente me vejo completamente ocupado...dia e noite, literalmente.
Semana intensa pela frente... novas matérias e professores... trabalhos a serem feitos... aniversário de 3 anos de casamento à distância... chegada de meus pais para uma visita.
Sei que vou precisar de disciplina e concentração para trabalhar todas estas atividades e também do coração aberto ( mais uma vez, pra ver se eu entendo isso de uma vez por todas ! ) para viver todas estas relações.
Até a próxima !
all the best,
Dan
segunda-feira, 5 de abril de 2010
the long and winding road...
Olhando pelo lado bom, acho que isso livrou você, leitor, de um texto exageradamente detalhado e chatonildo.
Sendo assim, vou tentar recontar a saga de minha viagem pra ver Paul McCartney em Miami, de uma forma mais dinâmica.
No último sábado enfrentei 2 horas de baldeações de metrô até o aeroporto JFK, pra pegar um vôo da Delta para Miami.
O avião decolou pontualmente e cheguei ao meu destino às 4 horas da tarde.
No aeroporto, iniciei uma pesquisa para descobrir a melhor forma de chegar ao estádio e, para minha surpresa, ninguém parecia saber a localização do mesmo, muito menos sobre o show do Paul. Graças ao poderoso Google, eu tinha o endereço comigo e pude usá-lo pra consultar o preço dos transportes. Acabei escolhendo uma van compartilhada, um shuttle, que sai deixando gente em vários locais.
E lá se foi aquela van guiada por um mexicano maluco, levando uma família indiana pra um hotel, um casal paquistanês pra uma convenção e um brasileiro pra ver um rockstar britânico. This is America.
No caminho, uma Miami vasta e deserta. Milhas e milhas cheias de nada.
5 da tarde. Ao chegar no Sun Life Stadium, o motorista exclamou: "oh, the Miami Dolphins Stadium !!! ". Foi aí que descobri a razão pela qual ninguém soube me ajudar: a empresa Sun Life recentemente comprou os direitos de renomear o local.
Estádio bonito e muito novo.
O amplo estacionamento ainda vazio, com apenas alguns trailers e velhos hippies fazendo BBQ e escutando Beatles. Minha camiseta do Yellow Submarine foi suficiente para que eu ganhasse uns "ois" dos cabeludos ( quase carecas ).
Uma pequena fila começava a se formar na entrada do Sun Life, enquanto uma rádio promovia um mambembe concurso de Beatles Rockband.
Comprei uma camiseta oficial do show e parti pra dentro do estádio.
Bebi uma Heineken como se fosse a última.
Mas como não era, bebi uma segunda e fui achar meu assento na sessão 145.
Não posso dizer que fiquei perto do palco, mas a estrutura de telões possibilitou uma visão quase intimista como o que acontecia por lá.
Além disso, o som foi tão bem mixado e distribuído pelas torres de delay, que a sensação de proximidade com a música foi muito verdadeira.
Sem dúvida, o velho Macca sabe muito bem como criar uma estrutura de show que atenda todas as expectativas de seus fãs. Ele sabe, pois conheceu uma realidade muito diferente, quando o poder de som era tão pequeno que era suplantado pela gritaria do público. Fato que by the way levou os Beatles a deixarem de se apresentar ao vivo.
Mas ali, naquele dia 3 de Abril de 2010 em Miami, me emocionei durante as 4 horas de show de Paul McCartney, que heroicamente destilou seus maiores sucessos, incluindo canções dos Beatles, dos Wings, de sua carreira solo e até mesmo homenagens a John e George. Tudo isso intercalado pelas velhas e batidas histórias contadas por Paul, sempre com seu infalível humor inglês. Batidas ou não, era Sir McCartney em pessoa, contado a história e sendo a história.
Um espetáculo da melhor música pop já feita, somada a condições técnicas impecáveis.
Sozinho naquele imenso estádio de baseball, cercado por estranhos com quem compartilho uma grande paixão, só pude lamentar o fato de não poder dividir toda a emoção com quem amo. Voltando a citar o filme "Into the Wild", a felicidade completa só existe quando é compartilhada.
Chorei e ri comigo mesmo ao pensar na absurda e patética idéia de pedir à simpática família ao lado que me levasse pra casa deles depois do show.
Como a tal idéia permaneceu apenas na cabeça, depois do show lutei por 1 hora até conseguir um taxi que me levasse de volta ao aeroporto. Mais 40 minutos pra chegar até lá. Sem pressa, afinal eu ainda tinha 6 horas até o embarque pro meu vôo de volta a NY.
Aeroporto deserto. Restaurantes fechados. Fooome !
Sacrifício? De forma alguma !!!
Eu vim esperando por este momento desde que me apaixonei pelos Beatles quando criança.
Quando finalmente coloquei os pés em casa, ao meio-dia do dia seguinte, tomei um merecido banho, comi uma merecida pizza e desmontei com a certeza de ter realizado um verdadeiro sonho.
E fui dormir pra me abastecer de novos sonhos.
Pois é assim que deve ser.
All the best,
Dan
ps: postei um video no youtube, com algumas cenas do show. Favor não reparar a qualidade sem vergonha da imagem e do som, feitas com uma câmera sem vergonha que comprei antes de ir, e que já devolvi quando cheguei.
Sem vergonha.
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