22/09: depois de uma pesada prova de Audio Electronics e mais um laboratório de Pro Tools, saí da IAR hoje acompanhado dos colegas com quem tenho mantido mais contato. Jake, Jack e Chris são, como a grande maioria dos alunos da escola, jovens na faixa dos 19 anos. Todos eles já têm alguma relação principiante com a música, seja tocando guitarra ou fazendo experiências caseiras de gravação de áudio. Sendo assim, eles já começam a perceber que eu já venho percorrendo um caminho um "pouco" mais longo. But anyway, carregando minha recém-adquirida Guild, caminhei com os caras até a Union Square, que é onde pego o trem N para o Queens, e é também onde metade da comunidade estudantil do Village se encosta depois das aulas. A praça/parque é um verdadeiro circo ! E hoje o picadeiro estava mais diverso do que nunca: ilusionistas, malabaristas, cantores de ópera e comediantes competiam pela atenção e pelos trocados dos passantes. O impressionate é a alta qualidade das apresentações, cujos protagonistas poderiam muito bem estar nos melhores palcos do mundo. E o público presente reconhece isso e realmente contribui com valores variados, que vão de quarters a notas de 5 dólares. Começo a pensar em abrir o case do meu violão para depósitos ! E pensando nisso, achei um canto vago na praça, tirei o tal Guild do case e comecei a tocar algumas canções, ainda na companhia do trio J,J&C. Hoje ainda não ouvi o tilintar de quarters dentro do estojo, mas atraí a atenção de algumas figuras, com destaque para um ex-US Marine maltrapilho. O cara tinha um braço-de-pau todo tatuado e com um gancho ( !!! ) no lugar da mão. Chegou perto pedindo que eu tocasse algo do Johnny Cash mas teve que se contentar com "you've got to hide your love away", dos Beatles. Um personagem que deve ter mil histórias pra contar e mil experiências para dividir, mas seu braço e sua alma mutilada pela ignorância militar americana o tornou um fantasma cheio de mágoas e preconceitos. Foi fácil perceber estas cicatrizes quando ele começou a destilar ( e havia muito destilado ali dentro daquela cabeça ! ) suas opiniões. Este encontro meu deixou um pouco chateado mas não tanto quanto a notícia que Chris me deu sobre uma colega de nossa turma, que está viciada em heroína. Algo me diz que ainda vou me deparar com muitos casos destes garotos envolvidos com loucuras variadas... e que em algum ponto terei um papel mais presente nesta história.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Hook and the lost boys...
22/09: depois de uma pesada prova de Audio Electronics e mais um laboratório de Pro Tools, saí da IAR hoje acompanhado dos colegas com quem tenho mantido mais contato. Jake, Jack e Chris são, como a grande maioria dos alunos da escola, jovens na faixa dos 19 anos. Todos eles já têm alguma relação principiante com a música, seja tocando guitarra ou fazendo experiências caseiras de gravação de áudio. Sendo assim, eles já começam a perceber que eu já venho percorrendo um caminho um "pouco" mais longo. But anyway, carregando minha recém-adquirida Guild, caminhei com os caras até a Union Square, que é onde pego o trem N para o Queens, e é também onde metade da comunidade estudantil do Village se encosta depois das aulas. A praça/parque é um verdadeiro circo ! E hoje o picadeiro estava mais diverso do que nunca: ilusionistas, malabaristas, cantores de ópera e comediantes competiam pela atenção e pelos trocados dos passantes. O impressionate é a alta qualidade das apresentações, cujos protagonistas poderiam muito bem estar nos melhores palcos do mundo. E o público presente reconhece isso e realmente contribui com valores variados, que vão de quarters a notas de 5 dólares. Começo a pensar em abrir o case do meu violão para depósitos ! E pensando nisso, achei um canto vago na praça, tirei o tal Guild do case e comecei a tocar algumas canções, ainda na companhia do trio J,J&C. Hoje ainda não ouvi o tilintar de quarters dentro do estojo, mas atraí a atenção de algumas figuras, com destaque para um ex-US Marine maltrapilho. O cara tinha um braço-de-pau todo tatuado e com um gancho ( !!! ) no lugar da mão. Chegou perto pedindo que eu tocasse algo do Johnny Cash mas teve que se contentar com "you've got to hide your love away", dos Beatles. Um personagem que deve ter mil histórias pra contar e mil experiências para dividir, mas seu braço e sua alma mutilada pela ignorância militar americana o tornou um fantasma cheio de mágoas e preconceitos. Foi fácil perceber estas cicatrizes quando ele começou a destilar ( e havia muito destilado ali dentro daquela cabeça ! ) suas opiniões. Este encontro meu deixou um pouco chateado mas não tanto quanto a notícia que Chris me deu sobre uma colega de nossa turma, que está viciada em heroína. Algo me diz que ainda vou me deparar com muitos casos destes garotos envolvidos com loucuras variadas... e que em algum ponto terei um papel mais presente nesta história.
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Meu amor, de todos seus poucos relatos, esse foi o que mais gostei. A medida que fui lendo, fui enxergando as pessoas e percebendo o quando você está atento a tudo que está a seu redor e principalmente se permitindo envolver com as pessoas. Espero que essa magia permaneça, se entregue e ame a todos...
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