quarta-feira, 11 de novembro de 2009

California Dreamin



11/11: na madrugada de sexta pra sábado fiz 3 baldeações de subway e peguei o AirTrain que finalmente me levou ao JFK, de onde partiria meu vôo para Los Angeles. Depois de 5 horas e meia no ar cheguei em terra no LAX Airport, onde Stephane me esperava. Sempre bom rever meu amigo Asterix, com seu abraço desajeitadamente querendo ser brasileiro.
No caminho para o hotel meu olhar já foi procurando algo de que pudesse gostar...cores, luzes, ambientes, cenários. Mas quando dei por mim já estava na entrada do Saharan Motor Hotel sem ter captado alguma visão interessante. -What's the rush ?- pensei. Tenho 3 dias para conhecer uma das 2 maiores cidades dos States. Eu havia de descobrir seus atrativos.
Naquele sábado rodei com os gauleses do Pleasure Addiction por Hollywood, visitando a maior lojas de discos e superstores de instrumentos musicais, onde comecei a namorar um bandolim. A tarde seguiu com ensaio da banda e seu vocalista convidado, o francês-californiano Terry Ilous.
Ao sunset, todos literalmente desmaiaram no quarto do hotel e então eu e Stephane caminhamos até a Hollywood Boulevard. Pela calçada da fama seguimos vendo o pouco que há pra se ver, incluindo o famoso Kodak Theater, as marcas de pés e mãos das estrelas e seus patéticos sósias que ganham uns trocados tirando fotos com turistas.
Achamos tudo um pouco estranho...e achamos também um restaurante japa-chinês muito bom! Para a felicidade de Bady, que já não aguentava tanta junk food.
O domingo começou com um ótimo breakfast reforçado, numa conhecida casa de café em Melrose Place. Só fui comer de novo às 3 da manhã !
O restante do dia se arrastou preguiço ( ? ) e ociosamente no hotel, enquanto Stephane preparava trilhas de playback e material de marchandising para o show e, os demais, curtiam a vida rockstar à beira da piscina. Neste meio tempo eu tentei salvar energia para a noite.
O Pleasure Addiction entrou no palco do Viper Room às 9pm em ponto e, depois dos 40 minutos de excelente show, juntamos as tralhas e partimos pra conhecer outros históricos bares da mesma Sunset Strip como o Whisky a Go Go, cuja estrutura ainda ecoa The Doors, Led Zepellin e Janis Joplin.
Meu último dia em LA foi muito bem aproveitado nos estúdios da Universal. Eu, Bady e Matt ( engenheiro de som da banda ) nos esbaldamos como crianças nas atrações do complexo gigantesco da cia de cinema.
Eu já conhecia a versão da Flórida, mas o parque de Los Angeles é o original e, além disso, foi ótimo ver Stephane se soltar sem precisar das 13 caipirinhas do Graças a Deus de BH.
By the end of the day, o pouco que vi de LA não me impressionou. Falta gente e árvores nas ruas. Sobra superficialidade da vida do estrelato e daqueles que fazem de tudo para estar nela.
Naquela noite peguei o avião de volta para NY. No caminho para meu assento 30A, passei por um Kevin Bacon de cara feia, fuçando em seu iPhone. Achei meu lugar e também o 30B vago e meio-que-deitei nos dois pra tentar dormir, sonhando docemente com a chegada na Big Apple.
Eu podia esperar pra sentir o ar frio e a intensa vibração da cidade que nunca dorme.

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