tenho demorado pra escrever por aqui.
minha relação com o tempo tem sido uma loucura.
há dias em que o relógio ( que by the way agora eu uso ! ) praticamente pára.
geralmente isso acontece nos sábados à noite, quando não tenho nada pra fazer.
ou quando acabo recusando convites, por lazyness de pegar o trem pra Manhattan às 11pm.
isso acontece.
nos dias chatos, nem meus estudos e práticas de Pro Tools ajudam a passar o tempo.
nem as temporadas de House ( que by the way, estou viciado! ).
nem o God of War no PS3 ( que by the way, tenho que acabar de eliminar uma horda de Centauros ! ).
às vezes o relógio parece que anda pra trás também.
mas isso é mais quando mudam essas coisas de horário de verão ou de inverno.
ou então é efeito de água benta, que às vezes eu bebo.
por outro lado, tem semanas que parecem ter tido apenas um dia.
este dia mesmo, que acaba de se passar, pareceu ter um minuto.
no caso, eu estava em Rutherford-NJ, no estúdio de um ex-teacher chamado Iain Fraser, com quem estou trabalhando em músicas novas.
neste tipo de situação o tempo simplesmente "avua".
e é maravilhoso.
estou "comemorando" 7 meses de New York.
assustador.
outro dia mesmo, meu coração não cabia no peito.
ansiedade pela partida do Brasil, despedida da esposa, da família, dos amigos, do conforto.
excitação pela busca do sonho, pelo reencontro com a música, pelo desconhecido.
tenho mais 3 meses de curso pela frente.
meu coração não cabe no peito.
ansiedade pela volta ao Brasil, pelo reencontro com a esposa, com a família, com os amigos.
excitação pela conquista do sonho, pela vibração cada vez mais forte da música, pelo que foi conhecido !
Mal posso esperar para concluir esta missão e voltar às terras tupiniquins.
Descobri que gosto bastante do calor, mais do que imaginava.
os 4 meses de inverno aqui não foram fáceis.
se ao menos as pessoas fossem imunes às temperaturas, mas não são.
o inverno traz muita dureza, intolerância e baixo astral.
mas agora, o tempo mal começou a abrir por aqui e as pessoas já estão mais leves em todos os sentidos.
meus colegas já chegam pra aula de skateboards, vestindo bermudas e o hacky sack volta a ser o esporte favorito dos nossos intervalos.
na washington square as universitárias voltam a desfilar de biquinis ( enormes mas, what can I do ? ), se refrescando nas fontes.
sonho com meu retorno ao Brasil.
mas por outro lado sei que vou sentir a partida de NY.
para todos os efeitos, estabeleci uma existência aqui.
algo me diz que este não será o fim.
é apenas o início de uma nova relação com o mundo, com a noção de distância entre países e de amizades inter-nacionais.
falando em amizades, a foto de hoje mostra meu encontro com o velho companheiro Paulo Del Picchia, em sua visita de 3 dias à Big Apple.
Pra quem conhece o figura, sabe que a monotonia passou longe durante o dito fim de semana.
termino a edição, citando um dos meus "roqueiros" favoritos, o mestre brasuca Lenine:
"A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimentoA ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento"
all the best,
Dan

A esposa deseja parabéns pelos 7 meses vividos com coragem e amor pelo que você faz. Sobre o fim, vc está certo, ele é só o começo!
ResponderExcluir