segunda-feira, 5 de abril de 2010

the long and winding road...




Eu ja tinha 70% desta edição escrita, pois fui atualizando o Notes de meu iPod a cada passo durante este fim de semana. Mas ao chegar em casa e tentar sincronizar com o computador, apertei um botão errado e perdi tudo. Eu sei: dumass ! ( leia-se: mas que burrrrro ).
Olhando pelo lado bom, acho que isso livrou você, leitor, de um texto exageradamente detalhado e chatonildo.
Sendo assim, vou tentar recontar a saga de minha viagem pra ver Paul McCartney em Miami, de uma forma mais dinâmica.

No último sábado enfrentei 2 horas de baldeações de metrô até o aeroporto JFK, pra pegar um vôo da Delta para Miami.
O avião decolou pontualmente e cheguei ao meu destino às 4 horas da tarde.
No aeroporto, iniciei uma pesquisa para descobrir a melhor forma de chegar ao estádio e, para minha surpresa, ninguém parecia saber a localização do mesmo, muito menos sobre o show do Paul. Graças ao poderoso Google, eu tinha o endereço comigo e pude usá-lo pra consultar o preço dos transportes. Acabei escolhendo uma van compartilhada, um shuttle, que sai deixando gente em vários locais.
E lá se foi aquela van guiada por um mexicano maluco, levando uma família indiana pra um hotel, um casal paquistanês pra uma convenção e um brasileiro pra ver um rockstar britânico. This is America.
No caminho, uma Miami vasta e deserta. Milhas e milhas cheias de nada.
5 da tarde. Ao chegar no Sun Life Stadium, o motorista exclamou: "oh, the Miami Dolphins Stadium !!! ". Foi aí que descobri a razão pela qual ninguém soube me ajudar: a empresa Sun Life recentemente comprou os direitos de renomear o local. 

Estádio bonito e muito novo. 
O amplo estacionamento ainda vazio, com apenas alguns trailers e velhos hippies fazendo BBQ e escutando Beatles. Minha camiseta do Yellow Submarine foi suficiente para que eu ganhasse uns "ois" dos cabeludos ( quase carecas ).
Uma pequena fila começava a se formar na entrada do Sun Life, enquanto uma rádio promovia um mambembe concurso de Beatles Rockband. 

Comprei uma camiseta oficial do show e parti pra dentro do estádio.
Bebi uma Heineken como se fosse a última.
Mas como não era, bebi uma segunda e fui achar meu assento na sessão 145.

Não posso dizer que fiquei perto do palco, mas a estrutura de telões possibilitou uma visão quase intimista como o que acontecia por lá.
Além disso, o som foi tão bem mixado e distribuído pelas torres de delay, que a sensação de proximidade com a música foi muito verdadeira.
Sem dúvida, o velho Macca sabe muito bem como criar uma estrutura de show que atenda todas as expectativas de seus fãs. Ele sabe, pois conheceu uma realidade muito diferente, quando o poder de som era tão pequeno que era suplantado pela gritaria do público. Fato que by the way levou os Beatles a deixarem de se apresentar ao vivo.
Mas ali, naquele dia 3 de Abril de 2010 em Miami, me emocionei durante as 4 horas de show de Paul McCartney, que heroicamente destilou seus maiores sucessos, incluindo canções dos Beatles, dos Wings, de sua carreira solo e até mesmo homenagens a John e George. Tudo isso intercalado pelas velhas e batidas histórias contadas por Paul, sempre com seu infalível humor inglês. Batidas ou não, era Sir McCartney em pessoa, contado a história e sendo a história.
Um espetáculo da melhor música pop já feita, somada a condições técnicas impecáveis.

Sozinho naquele imenso estádio de baseball, cercado por estranhos com quem compartilho uma grande paixão, só pude lamentar o fato de não poder dividir toda a emoção com quem amo. Voltando a citar o filme "Into the Wild", a felicidade completa só existe quando é compartilhada.
Chorei e ri comigo mesmo ao pensar na absurda e patética idéia de pedir à simpática família ao lado que me levasse pra casa deles depois do show.

Como a tal idéia permaneceu apenas na cabeça, depois do show lutei por 1 hora até conseguir um taxi que me levasse de volta ao aeroporto. Mais 40 minutos pra chegar até lá. Sem pressa, afinal eu ainda tinha 6 horas até o embarque pro meu vôo de volta a NY. 
Aeroporto deserto. Restaurantes fechados. Fooome !
Sacrifício? De forma alguma !!!
Eu vim esperando por este momento desde que me apaixonei pelos Beatles quando criança. 
Quando finalmente coloquei os pés em casa, ao meio-dia do dia seguinte, tomei um merecido banho, comi uma merecida pizza e desmontei com a certeza de ter realizado um verdadeiro sonho.
E fui dormir pra me abastecer de novos sonhos.
Pois é assim que deve ser.


All the best,
Dan

ps: postei um video no youtube, com algumas cenas do show. Favor não reparar a qualidade sem vergonha da imagem e do som, feitas com uma câmera sem vergonha que comprei antes de ir, e que já devolvi quando cheguei.
Sem vergonha. 




5 comentários:

  1. Por esse sonho valia quase tudo. O Jhon vai adorar!
    Pedir que uma família te leve pra casa? Quase morro de pensar!
    Lembre-se eu sempre estou ao seu lado, meu coração sempre em você.

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  2. Estou arrepiada até agora... que sonho realizado heim amigo!!! Compartilho com vc o sentimento e agora fico EU sonhando com o dia que verei esse espetáculo... e se tudo der certo: COMPARTILHARDO COM AMIGOS E AMORES!!!
    Obrigada de verdade por transmitir esse sonho...
    bjusss

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  3. Dan, obrigada!!! Mais uma vez me senti sentindo as msm emoções... como se eu estivesse com vc o tempo todo!!! Está sendo demais te ler e poder sentir um pouco dessa sua aventura tão longe de nós, mas ao mesmo tempo tão perto.
    Bjos

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  4. Qq pessoa pode fazer uma burrada, mas só com um computador é possível provocar um desastre ;-)

    Gostei do visu barbudão.

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  5. Muito bom! Muito bom!

    Vale tudo por um sonho... por uma conquista... né não???

    Uma pena vc perder suas anotações, mas depois vc me conta pessoalmente todos os detalhes!

    By the Way, porque não respondeu meu email, viadinho?

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